R: Para você imaginar qual é o tamanho de um micrômetro, pegue uma régua e olhe quanto mede um milímetro; agora, imagine este um milímetro dividido por mil. Pois é, cada uma das divisões resultantes mede um micrômetro.
• Qual o tamanho de um nanômetro?
R: Primeiramente, precisamos considerar o tamanho diminuto do nanômetro. Imaginem encolher seu corpo, nas três dimensões, por um fator de 1.000 - reduzindo-o ao tamanho de uma pequena formiga. Agora, tomemos essa formiga e vamos encolhê-la por mais um fator de 1.000 - o que a reduziria ao tamanho de um único glóbulo vermelho, que é a menor célula do corpo humano. Finalmente, vamos encolher essa célula mais uma vez por um fator de 1.000 - esse é o tamanho de um nanômetro, essencialmente a dimensão de alguns poucos átomos. Ao considerar explicitamente os átomos como bloco fundamental de construção, Richard Feynman foi clarividente quando disse que, lá, havia muito espaço.
• Quais as principais aplicações da nanotecnologia atualmente?
R: A nanotecnologia já tem impacto em produtos muito diversos, nomeadamente nos novos alimentos, aparelhos médicos, revestimentos químicos, kits de testes, sanitários pessoais, sensores para sistemas de segurança, unidades de depuração da água para naves espaciais habitadas, monitores para jogos de computadores portáteis entre outros.
Distinguem-se três setores essenciais:
Nanoeletrônica
Prosseguir o desenvolvimento em microeletrônica, especialmente para computadores, mas em escalas significativamente menores.
Nanobiotecnologia
Combinar a engenharia à nanoescala com a biologia para manipular sistemas vivos ou construir materiais biologicamente inspirados a nível molecular.
Nanomateriais
Controlar com precisão a morfologia à dimensão nanoescala das substâncias ou partículas para produzir materiais nanoestruturados. Ao envolver todos estes domínios que se sobrepõem, os instrumentos medem e manipulam estruturas ultra pequenas, os microscópios de resolução nanoescala.
• Quais as principais vantagens do uso da nanotecnologia?
R: A tecnologia não é a solução para tudo. Contudo, pode ser muito útil para resolver muitos tipos de problemas. Normalmente aqueles em que a tecnologia dita convencional não resolve. Alguns exemplos: a Green Chemistry, que conseqüente à nova atitude da Humanidade tem prevalecido em nossos Laboratórios e Fábricas, encontra na Nanociência e suas aplicações práticas, a Nanotecnologia, respaldo para o novo paradigma: MENOS É MAIS. Ou seja a potencialização da reatividade , obtida pelo aumento brutal de área de reação em relação ao volume de matéria, exige, na maioria das vezes, MENOS REAGENTES PARA OS MESMOS RESULTADOS!
• Quando e como surgiu a nanotecnologia?
R: A nanotecnologia enquanto conceito , foi revelada pela frase premonitória de Richard Feinman , em 1954 na Califórnia ao proferir uma palestra de Física, citou “ there is a plenty of room at the bottom”,e ao explanar seu significado “existe muito espaço lá em baixo, “ referindo-se ao espaço intra atômico e intra molecular, inaugurou o vislumbre da Humanidade para o mundo Nanoscópico.
O primeiro trabalho onde a Nanotecnologia é contemplada como tema, explicitamente é de 1990 e seu autor foi Eric Drexler, recentemente estado entre nós, em palestras em S. Paulo, em junho de 2008.
• Onde encontramos a aplicação de microcápsulas e nanocápsulas atualmente?
R: O capítulo reservatório da Nanociência, representado pelas NANOCÁPSULAS e as não menos importantes MICROCÁPSULAS, suas legítimas predecessoras, são encontradas em uma infinidade de produtos. Alguns exemplos...
A 1ª microcápsula reservatória é de autoria de Barret Green, na década de 40 do século passado nos EUA, e destinou-se à confecção do NCR ou NON CARBON REQUIRED PAPER, ou seja na época conhecido como” papel carbono sem carbono”, ou mais tarde o famoso papel autocopiativo que chegou até os dias de hoje, com inúmeros formulários, inclusive o atualíssimo comprovante do cartão de credito que ao ser assinado em uma das faces, pelo signatário do cartão, rompe microcápsulas que reproduzem a assinatura na outra via.
Fármacos e cosméticos são os próximos da lista, históricamente e em volumes de utilização.
Hoje é muito comum e até banal o antibiótico monodose, ou com doses diárias, no passado antes da advento da DDS ou drug delivery sistem ou , Liberação gradual, ou liberação controlada, as doses eram espaçadas de horas, por exemplo, a cada seis horas.
DDS nada mais é do que microesferas,/microcápsulas, que contem o medicamento em quantidades ínfimas e que ao se romperem, sob estímulos adequados, liberam a dose suficiente para a manutenção do tratamento em níveis adequados.
Pele , cabelos, mucosas, axilas, etc, não deve existir nenhum cidadão sobre a face da terra, no dito mundo civilizado que não utilizou-se de um xampu, creme hidratante, desodorante, creme dental, deo colônia, isto para não citar os tão imprescindíveis , hoje, protetores solares. Incontáveis marcas de renome, nos cinco continentes tem usado e abusado das propriedades de permeação cutânea prolongada, ”long lasting”, fixação, e tantas outras, inerentes às micro e nanocápsulas que graças ao criativo Marketing assumem os mais encantadores nomes como “perolas de silicone”, lipossomas, nanossomas, talasferas, ação gradual, ultra proteção, proteção contínua, e vai por aí afora, enriquecendo as denominações da verdadeira lenda em que a micro e nanociência se tornaram em nossa Civilização.
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